Tomada, torrada
Nada Terno
Acabou a revista
Mario sempre sonhou em invadir a redação d’el Let e gritar “Parem as máquinas”, mesmo que para retirar aquele pedaço de pizza que caiu nas rotativas. Ou seja: nosso intrépido escritor mal pôde conter a decepção quando a chefe entrou no quartinho de vassouras, digo, na redação do caderno humorístico, com os caras d’el Let e anunciou: A-CA-BOU A REVISTA! Simplesmente, pararam as máquinas e nem se deram ao trabalho de por a culpa na gripe suína, no REUNI, sei lá!
Enquanto olhava uma foto de sua cidade natal e limpava suas gavetas no glorioso quartinho de vassouras, Mario se lembrou de suas aventuras por estas páginas. Recordou-se dos ou papos-cabeça com Denisson, Uilians e Pitta, os estagiários com potencial, que tantas “lessons” aprendeu com Rusty Oldman, o velho jornalista inglês deportado. Mario estava com medo de ter de traduzir obras de Shakespeare ou outra coisa sem valor literário algum para sobreviver. Até Chumbinho estava desconsolado, pois ia perder sua melhor freguesia.
Enquanto retirava os pôsteres de algumas talentosas mulheres bem trajadas de sua parede, Mario teve uma idéia luminosa. Na verdade, foi o pessoal d’el Let que acendeu a luz e lhe fez um comunicado: o intrépido escritor e sua trupe poderiam continuar ali. Não haveria mais revista, mas ainda havia um tal “blogue”. Melhor: a chefe estava ainda mais empolgada com esse cara. Certamente, algum investimento do fantástico mundo árabe, ou alguma obra do governo Wagner, depois de remontar a cidade em alguns segundos de propaganda.
Na mesma hora, Mario enxugou suas lágrimas, colocou seus quitutes de volta na sua gaveta e abriu um largo sorriso. Rusty Oldman também se animou, mas sem entender muita coisa. Afinal, quando escreveu www.letonline.blogspot.com em sua novíssima Olivetti, nada apareceu.
O prazer de ouvir p.n.
Sereno ambiente
